Observatório recolhe 2.400 amostras nos primeiros três dias da Semana da Leishmaniose

Até 24 de Janeiro decorre “A Semana da Leishmaniose”, uma iniciativa pioneira a nível Europeu do Observatório Nacional das Leishmanioses (ONLEISH), com o apoio da MSD Saúde Animal, que pretende rastrear cerca de 3.000 cães para determinar a prevalência da doença em Portugal. A grande receptividade ao rastreio permitiu recolher nos primeiros três dias 80% das amostras propostas.

"As pessoas estão muito receptivas, sentem que devem fazer parte desta iniciativa e os médicos veterinários estão a conseguir envolver os donos dos animais neste sentimento. Os resultados de três dias de rastreio não podiam ser mais positivos e mostram que afinal os Portugueses estão mais despertos para a saúde do seu animal de estimação do que muitas vezes se pensa”, afirma a Prof. Lenea Campino, Presidente do Observatório.

Até Sábado, 24 de Janeiro, vai continuar o rastreio em 5 zonas do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, com 130 clínicas veterinárias que irão recolher um número superior às 3.000 amostras inicialmente propostas.

O objectivo deste estudo é facultar um real conhecimento da distribuição da Leishmaniose pelo território nacional de forma a que se possam adequar medidas de resposta face às necessidades especificas de cada região. Porto, Braga, Viana, Vila Real, Bragança, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Viseu, Aveiro, Guarda, Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Portalegre e Faro são apenas algumas das 53 localidades que participam neste rastreio gratuito.

"Pretende-se que as conclusões deste estudo possam ajudar a esclarecer as populações. Ao sensibilizarmos as entidades mais envolvidas no combate à doença, médicos-veterinários e autoridades veterinárias nacionais e regionais, estamos a proteger os cães da doença.", explica a Prof. Lenea Campino.

A Leishmaniose Canina, uma infecção grave dos cães causada por uma espécie de mosquito, é uma doença de evolução crónica que, sem tratamento, leva à morte do cão. É transmissível ao Homem por isso deve de ser seguida de perto, pois constitui um risco para a Saúde Pública. “A melhor forma de prevenir é manter a doença em níveis menores. Se reduzirmos a doença nos cães, reduz-se o risco de transmissão ao Homem.”, conclui.

Toda a informação disponível em: www.onleish.org

2.400 cães de 53 localidades rastreados em três dias