Aquecimento global aumenta infecção por Leishmaniose

Transmissão da Leishmaniose Canina estende-se, agora, até Novembro.Cerca de 18% dos animais infectados são cães que vivem dentro de casa.

"Devido às alterações climáticas, a época da actividade dos parasitas tem aumentado e os cães ficam mais susceptíveis e durante mais tempo a contrair infecções, transmitidas pelas pulgas, carraças e pelo insecto flebótomo - vulgarmente chamado de mosquito. É essencial estar atento e prolongar no tempo a aplicação dos produtos anti-parasitários, como por exemplo as coleiras impregnadas de deltametrina recomendadas pela Organização Mundial de Saúde", alerta Rodolfo Neves, Médico Veterinário da Intervet Schering-Plough.

Para Rodolfo Neves é essencial que os donos dos animais estejam cientes de que até os cães que passam a maior parte do tempo dentro de casa, podem contrair a Leishmaniose. Esta doença tem uma evolução crónica e, sem tratamento, pode levar à morte do cão. "A prevenção é a medida mais importante para a saúde do animal", lembra.

Segundo um estudo realizado pelo Observatório Nacional das Leishmanioses, Portugal regista uma prevalência de Leishmaniose considerada elevada, com mais de 110 mil cães infectados, 6% da população canina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização de coleiras impregnadas de deltametrina como principal forma de prevenção durante o período de alerta para a transmissão da Leishmaniose, que vai de Abril a Novembro.