São pequenos insectos sugadores de sangue de cor castanho escuro. Têm três pares de patas, sendo que o últimos é mais desenvolvido para o salto.
Tanto as fêmeas como os machos alimentam-se exclusivamente do sangue que sugam através da pele do cão.
Numa parte do seu ciclo, vivem sobre a pele do cão, preferencialmente nas regiões do lombo, dorso,
abdómen e do períneo. Nos cachorros podem encontrar-se também no pescoço e cabeça.
A outra parte do ciclo ocorre no meio ambiente, onde se reproduzem.
Existem cerca de 2000 espécies diferentes.
Ctenocephalides felis felis é a mais comum, tanto em gatos como em cerca de 90% dos cães.
De várias formas:
Podem causar prurido e dermatite, como reacção alérgica do cai à saliva das pulgas.
Quando a infestação é muito grande, pode provocar anemia e morte dos animais jovens.
São transmissores de outros parasitas, como o Dipylidium caninum.
Um cão pode receber pulgas através do contacto directo com outro animal infestado ou quando permanece em locais onde estiveram animais com pulgas.
As pulgas são transmissores do parasita Dipylidium caninum que é ingerido pelas pulgas quando estão na forma larvar. Pode ser transmitido aos cães e às crianças, onde chega ao seu destino final que é o intestino. Este parasita causa de uma zoonose.
Ao observar meticulosamente a pelagem do cão, poderemos vê-las a refugiarem-se.
Também se podem observar os excrementos das pulgas na pelagem que parecem pequenos pontos negros.
Se o cão desenvolver uma alergia à picada da pulga, vai apresentar prurido intenso e mostrar-se inquieto e
mais tarde poderão aparecer as lesões cutâneas (principalmente na região do dorso, junto à
base da cauda), como a perda de pêlo e escoriações, causadas pelo autotraumatismo.
As fêmeas põem cerca de 30ª 50 ovos por dia. Destes ovos nascem as larvas que após passarem por três mudas consecutivas se transformam em pupas. As pupas permanecem latentes até que surjam condições ambientais propícias. Quando se reúnem essas condições favoráveis, as pupas transformam-se em pulgas adultas.
Se as condições ambientais forma propícias, principalmente no Verão, o ciclo pode completar-se em cerca de 15 dias. No entanto, em condições adversas, como no Inverno, a duração pode alargar-se até um ano.
Grande parte do ciclo de vida da pulga desenvolve-se no solo, no chão, em mantas, alcatifas, sofás, etc. Consequentemente, a higiene numa casa com cães deve ser pormenorizada.
Embora a maior incidência seja durante os meses da Primavera e Verão, devemos ter em conta que os sistemas de aquecimento e as alcatifas garantem condições favoráveis ao desenrolar do ciclo de vida da pulga. Consequentemente, a prevenção deve ser feita durante todo o ano.
